A Astrologia e a Psique



O homem da Antiguidade sentia-se no centro do Cosmos. A Terra era o princípio recetor e o Céu estrelado o princípio fecundador, que lhe enviava a sua luz e radiação ao longo dos ciclos temporais, permitindo a vida através da mudança sazonal.

Na Primavera, a natureza mostra o impulso renovador da vida; no verão, o fruto amadurecido pelo calor, cai na terra, que o recebe no seu seio; os ventos e as chuvas outonais permitem o desenvolvimento da semente; e no silêncio do Inverno terá lugar um novo nascimento. Este processo decorre sob o olhar atento dos doze animais que formam o Zodíaco, o caminho que o astro solar percorre anualmente. O Espírito Celeste permite o ciclo anual da vida, e o homem contempla este milagre cheio de veneração, a partir do centro do Universo, sob a abóbada celeste. Destes princípios surgiu a Ciência Oracular, que os povos da antiguidade utilizaram para conhecer o seu destino.

Se a Alquimia permitia ao homem encarnar o princípio divino e converter-se numa estrela, a Astrologia possibilitava a leitura do destino astral, pelo qual o Espírito Cósmico se ia manifestando em cada momento. Semelhante à complexa trama emocional da psique humana, o céu envia as suas radiações, criando uma rede equivalente de influências astrais pela ação do Sol, da Lua e dos planetas, nas suas mútuas relações.

O filósofo hermético Paracelso (1493-1541), expressará esse paralelismo com a seguinte frase lapidar: “O céu é o homem, e o homem é céu, e todos os homens juntos são o céu, e o céu não é mais do que um homem”

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